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sábado, 15 de setembro de 2018

O inacreditável aconteceu: deu vontade de

Pois é meus amigos! Acreditem se quiser, hoje após horas jogando videogame e lendo quadrinhos, dei uma pausa, lavei a louça, comi e fui tomar banho.

Durante o banho senti que meu cérebro estava pedindo por mais desafio. Na verdade eu estava sentindo saudade de época em que eu fiquei mais de 1 ano em casa desempregado basicamente apenas estudando para concursos públicos.

Não foi a primeira vez que eu senti isso, mas hoje a sensação foi bem forte.

Me da saudade principalmente de estudar português. Um monte de coisa que nunca entendi a vida inteira sobre a nossa língua fui entender durante esse período de estudos intensivos para concursos públicos.

O que eu não sinto nenhuma falta é de ficar sem dinheiro. Nessa época eu vivia contando moedinha e precisa muito da ajuda dos meus pais e sogros.

Enfim, estou pensando em voltar a estudar a conta-gotas. Nada de ficar 4, 5, 6, 9 horas estudando por dia, até porque seria impossível visto que eu trabalho.

Mas tem outra coisa: não gostaria de ficar anos e anos estudando sem resultado.

O que vocês acham que da resultado?
Apostilas? Vídeoaulas? Livros? Exercícios?
Qual tipo de concurso é mais fácil de passar, nível médio ou superior?

Digam aí nos comentários!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Desisti de concursos públicos

Oi, pessoal. Tudo bem?

Faz um tempo que não paro para escrever direito. Estive muito ocupado recentemente, estudando, trabalhando e me exercitando e, por isso, não tive paciência para parar e escrever. Vou tentar escrever em tópicos, para facilitar a leitura.


  • Trabalho
Vai indo bem. Gosto do lugar em que trabalho e do que eu trabalho. Ambiente descontraído, os colegas são legais, prestativos e estão pilhados para estudar e evoluir. O lado ruim é o salário baixo (R$2100 bruto + VR + VT + Transporte).


  • Estudos
Decidi parar de estudar para concursos. Fui fazer a prova do TRE-PR e me senti massacrado. Não sei se tenho estudado errado ou se a prova veio mesmo muito difícil, acho que foi um pouco dos dois. Mas eu já tinha lambido as feridas, bolado um novo plano de estudos e começado a tocar isso, mas aí veio a notícia que o TSE congelou as nomeações para todos os TRE's do Brasil por tempo indeterminado e isso me desanimou muito.

Eu tinha duas opções, continuar estudando sem ter a menor expectativa de ser nomeado caso conseguisse passar em algum TRE ou migrar, novamente, para outro tipo de tribunal. Como o mesmo pode vir a acontecer com outros tribunais e o tipo tribunal que mais tem concursos são os tribunais do trabalho, e eu não estava com a menor vontade de começar a estudar direito do trabalho e processo trabalhista do zero, criei uma terceira opção e resolvi parar de estudar.

Depois que tomei essa decisão me senti mais leve, pois tirei das minhas costas a obrigação de estudar todo santo dia. Agora, tenho tanto tempo livre que às vezes fico entendiado sem ter o que fazer, o que ainda é melhor do que ter a obrigação de estudar.

Por outro lado, fiquei sem rumo, pois passar em um concurso público bem remunerado era minha única esperança de melhorar financeiramente e melhorar a minha qualidade de vida como um todo.

Não parei de estudar totalmente porque estou me dedicando a ser um profissional de SEO mais qualificado. Já consegui duas certificações do Google Analytics, uma do SEMRush (uma ferramenta que uso no trabalho) e completei o curso básico de HTML5. Mas fico na dúvida se essa carreira vai me dar futuro mesmo.

Já recebi propostas para ganhar 4 e 5k, mas teria que me mudar, pagar aluguel, sinto que todo o lucro a mais que eu teria iria pelo ralo se tiver que pagar condomínio e aluguel, coisa que eu não pago hoje (moro de favor numa casa de trás no terreno dos meus sogros aos 31 anos de idade, é humilhante, eu sei).

Nesse exato momento, em pleno feriadão, estou entediado em casa. Curioso que durante a semana eu não me sinto assim, apesar do estresse com a porcaria do trânsito.

===EDIT===

O Gari Advogado falou algo que eu esqueci de mencionar. Enquanto eu estava em Curitiba, peguei um Uber para ir do aeroporto até o hotel. Fui conversando com o motorista e ele era lá do norte, me esqueci o estado. Ele falou que tinha passado em terceiro lugar em um concurso de umas poucas vagas, passou dentro dessas vagas, acho que era pro TJ.

Ele disse que o tribunal não tinha dinheiro para chamar os aprovados e ficou por isso mesmo. Entrou na justiça e PERDEU em primeira instância! A argumentação é que ser aprovado, mesmo dentro das vagas, gera mera expectativa de ser convocado! Olha que absurdo!


  • Saúde & Exercícios
Como mencionei rapidamente no último post (eu acho), eu comecei a fazer aulas de basquete e estou gostando muito! Duas vezes por semana tem treino. Basicamente sou eu (31), o professor (38), três garotos (todos entre 13 e 14 anos) e o dono da quadra, um coroa de 50 e poucos. É bem divertido! Mil vezes melhor que ir em uma academia.


  • Você chegou mesmo até aqui?
Enfim, mais ou menos isso que aconteceu nesse período em que fiquei ausente. Estou meio que vivendo "ao deus dará" em matéria de esperança para o futuro. Penso em empreendedorismo, mas não consigo nem imaginar como começar, o que fazer. Na verdade, sinto um certo nervosismo só de pensar em empatar meu parco patrimônio em um negócio que eu não entendo nada e que pode ou não dar certo.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

To vivo!

keep calm ainda estou vivo

Boa noite, pessoal!

To passando só pra dizer que eu estou vivo! E fico feliz que o Seu Madruga também!

Não tenho postado porque estive muito ocupado com estudos, trabalho e atividade física. Espero postar em breve, mas já posso adiantar más notícias: perdi um freela fixo de quase dois anos e, com ele, lá se foram mais de R$700-800 e poucos reais por mês. Era um freela ótimo porque podia resolver tudo com um celular e internet e era pago em dólar. Não sei como suprir a falta dessa grana, a não ser com o bom e velho corte de gastos, que já se encontram em patamares bem baixos...

Outro ponto é que desisti de vez de concurso público. Viajei para o Paraná para fazer a prova do TRE, estudei pra caramba e levei ferro. Nem no concurso vagabundo da CREMERJ, o qual eu só errei 6 questões de 40 e fiz uma ótima redação, não consegui passar. A notícia de que o TSE congelou as nomeações para cargos do TRE foi a pá de cal no meu ânimo. Chega, preciso fazer algo pra ganhar dinheiro hoje.

Concurso Público era a minha última esperança de ter um futuro digno, agora sinceramente me sinto perdido e não sei o que fazer.

#mimimimi

PS: As única notícias boas é que sigo me especializando em SEO e que comecei a treinar basquete, estou gostando muito de ambos!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Tudo ao mesmo tempo agora

Cara, não é possível... eu estava desde abril de 2016 desempregado e finalmente consegui um emprego no final do mês passado. Em dois dias pintou uma oportunidade de processo seletivo via Linkedin. Hoje, pouco mais de uma semana no novo emprego, aparece outra oportunidade, também via Linkedin, pra ganhar fucking 5 mil golpes em outra empresa! No meu ramo isso é uma fortuna, infelizmente.

Estou gostando muito e aprendendo bastante na empresa em que eu estou agora. Além disso, no início do mês que vem vou fazer um concurso para o qual me julgo muito bem preparado e, em outubro, mais um outro, da mesma área.

Por que essas oportunidades de emprego tinham que aparecer tudo junto, agora, ao mesmo tempo? Mas que caralhos eu faço?

Se eu aceitar uma dessas novas oportunidades eu vou ter que me mudar para poder ficar mais perto do trabalho. E, mesmo assim, vai dificultar os meus estudos.

O meu maior medo é aceitar um desses novos empregos e daqui a 6 meses ser demitido. Nisso tudo aí eu perderia o meu emprego atual, que paga pouco, mas é legal e relativamente perto da minha casa, fico sem tempo de estudar e me ferro nos concursos e ainda vou ficar com uma pica de aluguel na mão.

Agora me digam, onde estavam esses empregos todos há um mês atrás? Que caralhos eu faço?


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Caindo na real: eu mandei mal

O manual do concurseiro alexandre meireles

Não sei quem foi que me disse aqui nos comentários para baixar o PDF de um ebook ou artigo chamado "O Manual do Concurseiro", do Alexandre Meireles. Eu procurei nos comentários do meu último post sobre concursos públicos, onde desabafo após tomar uma trolha na prova do TRF-2, mas não consegui identificar a boa alma que me indicou essa leitura.

Esse artigo tem dicas valiosas de quem já foi aprovada em concursos dificílimos para a receita federal, um dos mais difíceis. A leitura é excelente, prazerosa e me fez mudar algumas coisas na rotina de estudos.

Por exemplo, eu não fazia resumos. No máximo eu anotava algumas coisas no caderno, mas nunca olhava novamente. Agora estou fazendo resumos em folhas em branco, formato A4 (segundo a Alexandre, folhas em branco são melhores do que folhas pautadas, pois o cérebro assimila melhor a informação sem as linhas), guardando tudo em uma pasta para ficar mais fácil o acesso para fazer revisões. Também estou usando canetas de várias cores para escrever porque, segundo o mesmo, também facilita a memorização. Estou esquematizando tudo o que eu posso.

Depois de ler esse artigo, também resolvi procurar um vídeo com a correção da última prova do TRF. Eu fiquei chocado como a prova não foi tão ruim como eu imaginei que havia sido. Das seis questões que eu acreditava que deveriam ser anuladas, apenas duas, no máximo três forçando a barra, poderiam ser anuladas segundo os professores do curso o qual eu assisti à correção. Ou seja, apesar a CONSULPLAN ser uma banca ruim, a prova não foi tão podre quanto eu imaginei. Me deixei levar pelo choro pós-prova e pela minha revolta com o meu próprio desempenho.  



Avaliando a minha preparação para a prova do TRF-2, percebi que o curso o qual fiz o coaching (ou estudo dirigido, sei lá o nome certo), o Ponto dos Concursos, pecou em um ponto fundamental em que o Alexandre aborda no livro: a alocação de tempo. Eles deram a mesma ênfase tanto às matérias de sustentabilidade e acessibilidade que, juntas, somaram incríveis uma questão, quanto à Processo Civil, que teve 5 ou 6 questões, sendo que essa foi a primeira vez que estudei CPC, Processo Penal, Direito Penal, Tributário, Previdenciário. Não foi a toa que CPC e Dir. Penal foram as grandes responsáveis por jogarem a minha nota lá pra baixo.

Agora, estou contando quanto tempo estudo de cada matéria e dando mais ênfase às matérias com maior peso. Por exemplo, se em um dia eu estudo três horas, eu gasto uma hora com português (matéria básica para qualquer concurso) e duas horas com direito constitucional, que vale mais pontos.

No momento, estou estudando matérias básicas: Direito Administrativo, Constitucional, Informática e Português. Quero revisar essas matérias inteiras antes de me decidir por prestar o concurso do TRT ou TRE e começar a estudar as específicas.

Quero finalizar dando o meu muito obrigado para quem me indicou esse artigo do Alexandre Meireles (ele é facilmente encontrado para download). Ele me deixou mais calmo e me fez reorganizar de forma importante os meus estudos. Muito obrigado e me desculpe por ter esquecido o seu nome!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Reprovado no concurso do TRF 2: mais uma trolha para a coleção

Estava eu estudando agora pouco quando me lembrei que saía hoje o resultado parcial do concurso do TRF 2. Eu achei que tinha feito 35 pontos, podendo chegar a bem mais que isso se anulassem as questões foram do edital.

Bom, ou eu errei minhas contas (muito provável, já que sou um asno em matemática) ou anularam uma questão da prova de conhecimentos básicos e uma da de específicas, o fato é que fiquei com 38 pontos. Teria até ficado feliz se essa nota tivesse ao menos me aprovado para ter a minha redação corrigida, mas nem isso. Fui reprovado.

Eu fiz literalmente centenas de exercícios de matérias que não caíram e várias questões que caíram não estavam no edital... Fiz um curso muito caro e super focado pra esse concurso (o curso do Ponto dos Concursos), foram meses de estudo, fiquei desempregado só pra estudar.

Nunca fui convocado em nenhum concurso, mas fazia muito, mas muito tempo em que eu não era reprovado em um concurso e logo nesse, que foi o que eu mais estudei na vida, fui reprovado.
Não sei como me preparar melhor do que isso.

Nesse exato momento estou cansado, morto depois de mais um dia de trabalho, trânsito, ônibus, ter que ir ao mercado... pra fechar, a porra do chuveiro queimou...

Da muita vontade de desistir, mas aí eu penso, vou fazer o que da vida então? Viver o resto da vida ganhando 2k e pouco e sonhando em ganhar uma aumentozinho de salário? Rezar pelo amor de deus pra não ser demitido na próxima crise ou quando o cliente trocar de agência?

Se eu tivesse colhões eu tentaria empreender alguma coisa. Mas como não tenho, só me resta juntar os cacos e continuar estudando. Ou me resignar com essa vida de merda mesmo, vivendo de favor em uma casinha emprestada dos sogros, sem a menor perspectiva de comprar ou sequer alugar um imóvel pra mim... meu carro foram os meus pais quem me deram, senão tava até hoje a pé ou andando na porra de um uno ou fiesta velho muito rodados, que é só o que eu poderia comprar.

Enfim, tem jeito não. Tem que continuar tentando, falam tanto nesse meio de concursos que tem que estudar até passar. Só me resta acreditar e continuar tentando ou morrer tentando. Se eu desistir é a mesma coisa que assinar a minha sentença de morte em relação a qualquer perspectiva de melhora no futuro e continuar parasitando sogros e meus pais.

E pensar que quando eu tinha uns 17 anos eu achava que com uns 26 eu já moraria no meu próprio imóvel, teria o meu carro... Ah, como eu queria dar uma surra no meu EU de 17 anos, eu diria a ele para não fazer porra de faculdade nenhuma e ficar estudando para concursos.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Me chamaram para trabalhar, e agora?

linkedin logo
Obrigado, empresa multinacional capitalista malvadona que me ajudou a conseguir um emprego
Estava eu feliz e contente seguindo a minha rotina de estudos quando recebo uma mensagem pelo Linkedin de uma empresa na minha cidade, situada em uma área nobre, dizendo que eu tinha os requisitos para um determinado cargo e perguntando se eu estava interessado em participar do processo seletivo. Ressalto que eu não estava procurando emprego nenhum, apenas frilas. Mas nunca cheguei a entrar em contato com essa empresa e nem mesmo sabia da existência dessa vaga.

Eu já tinha ouvido falar dessa empresa, me parecia uma boa empresa, e devido a natureza do convite (um cargo com uma rotina bem diferente do que eu vinha trabalhando nos últimos anos + a localização da empresa), resolvi aceitar participar do processo. O que eu perderia além de um pouco de tempo?

Pois bem, fui na tal empresa. Ficava em uma casa pequena e bonitinha de frente à avenida da praia. O processo foi um dos melhores, senão o melhor do qual eu já participei: uma prova (prova mesmo!) no papel, discursiva, dentro de uma sala com ar-condicionado, ao mesmo tempo que o meu concorrente (achei isso meio tosco, mas dane-se, cada um que cuide dos seus próprios nervos). Depois, um bate-papo rápido de uns 10 minutos no máximo, onde falaram mais da própria empresa do que eu falei de mim. Não fizeram nenhuma pergunta idiota do tipo "Qual o seu maior defeito?" Ou "Por que devemos te contratar?".

Isso foi numa sexta-feira. Na segunda-feira seguinte (AKA ontem), me ligaram perguntando o que eu tinha achado do processo seletivo deles (What?!? Nunca me perguntaram isso!) e se eu estava interessado em fazer um frila presencial para eles a título de teste, para ver se eu vou me adaptar ao trabalho. Mesmo se eu não for efetivado, serei pago pelo frila (pelo menos foi o que eles disseram né...). Achei uma ideia excelente, tanto para eles, que vão me testar, quando para mim, que vou ver se gosto de trabalhar com eles sem precisar assinar a carteira antes. O teste começa amanhã e vai até a sexta-feira que vem.

Tudo muito bom, tudo muito bem, o que me incomoda é que sei que essa empresa NÃO vai me dar um bom salário que me permitirá, no futuro, alugar ou comprar um imóvel ou fazer viagens internacionais, duas coisas que eu almejo muito (principalmente me mudar).

Isso tudo aí eu espero conquistar passando em um concurso público da área jurídica. O meu tempo para estudar vai diminuir, mas tá foda viver de dinheiro que meus pais me dão pra me ajudar e de dinheiro acumulado na poupança. O dinheiro é contado para o mês, não posso mais ir ao cinema (coisa que adoro), nem sair final de semana com os amigos, nem comprar os meus quadrinhos (to lendo muito scan, coisa que não gosto muito).

Enfim, não se pode ter tudo, não é mesmo? Provavelmente vou ter que sair da academia para poder ter mais tempo para estudar após o trabalho. Uma pena também sair da academia, vou engordar tudo de novo.

Mas é como diz aquele (novo) ditado: No pain, no gain.

Vamos ver que bicho dá.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Os concursos públicos vão acabar com a PL da terceirização?

PL da terceirização e os concursos públicos
Muitos concurseiros acharam que era o fim do mundo a PL da terceirização

No último dia 22, foi aprovado na câmara dos deputados o projeto de lei 4302/1998 que tratava sobre a regulamentação do trabalho terceirizado. Não sei se por ignorância ou por mau-caratismo e politicagem, parecia o fim do mundo para quem deseja fazer concursos públicos. Tive que dar unfollow em vários grupos no Facebook sobre concursos porque viraram o caos. 

Variando entre o histerismo, o ódio e os raros sensatos, teve espaço até para a comédia involuntária. Vejam esse print.

Você viu a revolução passando pela rua? Nem eu.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa: os concursos públicos vão acabar por causa da PL da terceirização?

quarta-feira, 22 de março de 2017

A nova realidade dos Concursos Públicos no Brasil


Quem leu o meu último post percebeu que ando em uma bad vide foda. A última prova de concurso público para a qual me dediquei meses a fio, a do TRF Região 2 foi um fiasco. Nem tanto por conta dos meus estudos, porque fiz o máximo possível, mas por causa da organizadora, a CONSULPLAN. Nada mais, nada menos, do que 10 questões com erros ou fora do edital, sendo que o edital era gigantesco e a prova tinha apenas 40 questões.

Marreco Tropa de elite 2
Quando me perguntam como eu fui na prova do TRF 2
Bem, ainda ando bem zoado da cabeça, enfiado dentro de casa a semana inteira e sem ter um puto no bolso pra nada. Eu, no alto dos meus 30 anos, formado e quase pós-graduado (larguei a pós depois de ser reprovado na última disciplina) estou tendo que pedir dinheiro aos meus pais pra poder pagar as minhas contas. Fracasso e humilhação definem.

Mas como não tem jeito, tenho que continuar estudando para concursos públicos. Só de pensar em voltar ao mercado de trabalho para ganhar 2k e ter que fazer entrevista e ficar um tempão preso no trânsito, passo mal. O jeito é me adaptar à nova realidade dos concursos públicos, especialmente no Rio de Janeiro.

A nova realidade dos concursos públicos




Que o Brasil passa por uma crise econômica, ou melhor, por uma crise de corrupção e incompetência administrativa, todo mundo já está careca de saber (a menos que você seja petista/psolista/comunista e afins que acreditam que a crise é culpa da extrema-direita, da CIA, da Globo, do FMI, dos EUA e da PQP), mas como isso afeta os concursos públicos?

Primeiro surgiu a falácia de que os concursos públicos iam acabar. Quem consegue juntar com cré sabe que isso é mentira, pois enquanto houver administração direta vai haver concursos públicos, mesmo que todas as empresas públicas e sociedades de economia mista sejam privatizadas (Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobrás, Correios, Cedae, etc). O que pode ocorrer é a diminuição de vagas nesses órgãos, o que eu acredito até que seja salutar, pois já cansei de ler relatos de que uma pessoa que trabalhe direito no serviço público poderia fazer o serviço de três. Inclusive, já tive um amigo que levou uma chamada pois estava "trabalhando demais". Isso mesmo, meus amigos, "ta trabalhando muito, onde você pensa que está?".

Dito isto, os órgãos públicos do Brasil, especialmente do Rio de Janeiro, um dos estados mais quebrados financeiramente, estão cortando custos na hora de realizarem os seus concursos. Mas de que maneira, você me pergunta. Escolhendo bancas que prestam um serviço barato, como a própria Consulplan. São escolhidas através da modalidade pregão, que leva em conta apenas o preço do serviço e não a qualidade do mesmo. Aí já viu né, o barato sai caro, mas não para o Estado, mas para nós, concurseiros.

Como eu já relatei neste post, a Consulplan é uma banca que só tinha tradição de fazer concursos de prefeituras. As suas provas eram bem fáceis e com poucos candidatos. No entanto, pesquise sobre o atual concurso do TRF-2 e o concurso de TRE-MG 2015. Você verá vários relatos de concurseiros reclamando de falta de organização na hora da prova, despreparo dos fiscais, salas quentes sem ar-condicionado, nomes errados nas provas, questões com erro de digitação ou com conteúdo fora do edital, entre outros.

Além da Consulplan, acostume-se  com nomes como FUNECE, IBFC, QUADRIX, FUNCAB, FUMARC e AOCP (parece até o nome da empresa que criou o Robocop), entre outros pouco conhecidos. Existem grandes chances dessas bancas realizarem os concursos de órgãos visados, como os TRT's, TRE's, TRF's, TJ's e MPU, como já aconteceu nos exemplos citados do TRF 2 e TJ-MG.

O que eu faço para me preparar diante deste cenário?

Não há muitas opções. Eu vi um pessoal comentando que não faria mais concursos da Consulplan, tamanha a falta de respeito e incompetência desta banca. A opção é até atraente e eu cheguei a considerar fazer o mesmo. Mas pare e pense, você vai deixar de concorrer a uma vaga em um grande órgão público, como os Tribunais de Justiça, por exemplo, por causa da banca escolhida? Te garanto que um monte de gente vai tentar mesmo assim e, felizmente ou infelizmente, alguém vai ter que passar.

Ainda em relação a Consulplan, nem perca muito tempo fazendo exercícios dessa banca. Ela subiu muito o nível de dificuldade de suas provas a partir do TRF 2 e isso deve se repetir daqui para a frente, pelo menos quando ela realizar os certames de grandes órgãos. Estude por questões de bancas respeitadas, como a FCC, CESPE e FGV.

Já as outras bancas possuem um nível de dificuldade entre médio e avançado, variando conforme o cargo e o órgão em questão. Por exemplo, procure por questões de direito administrativo sobre a lei 8112/90 da banca FUNECE. Questões bem difíceis, não fica devendo em nada para a FCC, por exemplo. Ou seja, vale a pena resolver os exercícios dessas bancas para conhecer quais as matérias que eles mais cobram, se fazem pegadinhas, letra seca da lei, etc.

Resumindo



  • Não desista de fazer um concurso público porque a banca é ruim. Alguém vai ter que ser aprovado e por que não pode ser você?
  • Conheça a banca (com exceção da Consulplan), mas NUNCA deixe de estudar as questões de bancas tradicionais como FGV, FCC e CESPE;
  • Estude com o máximo de antecedência possível;
  • Tenha como objetivo de vida passar em um concurso público ou morrer tentando! Estamos no Brasil, não perca seu curto e precioso tempo de vida lutando contra o sistema, seja o sistema! Se não pode vencê-los, junte-se a eles.




quinta-feira, 9 de março de 2017

#HojeEuGostariaDe


Um post leve para relaxar depois da ressaca da prova desastrosa do TRF 2 feita pela banca Consulplan. Fala-se nos grupos de concursos públicos e nos cursos online em pedidos de anulação para 10 questões da prova (de um total de 40 + redação), sendo que a maioria dessas anulações foram por questões com matérias que estavam fora do edital.

O edital era gigante e um monte de coisa ficou de fora e a banca ainda tem a pachorra de colocar questões fora do edital... só de acessibilidade, que eram várias leis e decretos, não caiu NENHUMA questão e sustentabilidade apenas uma. Quem estudou o edital todo ou quase todo, como foi o meu caso, se ferrou. Ainda marquei questão errada na hora de passar as respostas pro caderno de respostas, marquei resposta certa na questão que era pra marcar a reposta errada... foi foda.

Mas não posso desistir porque não vejo nenhuma outra alternativa para mudar a minha vida financeira que não seja via concursos públicos. Já falei um pouco sobre a minha área de trabalho nesse post. Não me vejo empreendendo também.

Se for pra desistir de concursos, melhor me matar logo ou me sujeitar a viver ganhando 1800k pro resto da vida, ou melhor, até ninguém querer mais me dar emprego porque tem um monte de jovens mais bem preparados que eu aceitando ganhar muito menos (sim, hoje estou em uma vibe totalmente deprê).

Então, hoje vou aproveitar a hashtag #HojeEuGostariaDe que está bombando no Twitter para fazer um post besteirol e ver se arejo um pouco a cabeça.

hoje


#HojeEuGostariaDe

segunda-feira, 6 de março de 2017

Qual é a banca mais parecida com a CONSULPLAN?


Muita gente ficou quebrando a cabeça quando o TRF 2 (Tribunal Regional Federal da Segunda Região - RJ e ES) anunciou que a banca que iria realizar o seu concurso de 2017 seria a Consulplan. Muita gente nunca tinha ouvido falar dela, pois trata-se de uma banca de pouca tradição e que geralmente só realiza concursos pequenos, como de prefeituras do interior e pequenas empresas públicas.

Já que a Consulplan realizou o tão aguardado concurso do TRF 2 (só para vocês terem noção, o salário inicial de técnico administrativo, que só precisa de segundo grau, é de R$6.167,99), que não era realizado desde 2012, é seguro afirmar que provavelmente ela realizará outros concursos de grandes órgãos da administração pública brasileira.

Ou seja, é hora de entender como funciona a cabeça dessa banca para se preparar para futuros certames, focando nos conteúdos que mais caem em cada disciplina.

Apesar do concurso TRF 2 2017 ser o primeiro grande concurso realizado pela Consulplan, ela já realizou, esporadicamente, outros concursos relevantes, tais como:

  • TSE 2012 
  • TJ/MG 2016
  • TRE/MG 2015
Banca Consulplan

Como é o estilo da Consulplan? As provas são difíceis?

Não. É uma banca mais objetiva, como a CESPE E A FCC, mas sem os textos enormes desta e sem as questões de múltipla escolha, onde uma errada anula uma certa, como a primeira. Também não costuma criar "invencionices" nas questões de português como a FGV.

Resumindo: A Consulplan usa textos curtos em suas questões, é bem direta ao ponto, cobra muito letra seca da lei e não costuma cobrar jurisprudências do STF, STJ, etc. Suas questões sempre tem apenas quatro alternativas, contra cinco da maioria da bancas.

Estudar baseado nas questões da Consulplan é um pouco complicado, porque tirando português, há poucas questões de cada disciplina disponíveis para estudarmos em sites como o Qconcursos, especialmente de Código de Processo Civil, que foi atualizado em 2015, deixando todas as questões de anos anteriores obsoletas.

Então a dica é: estude através de questões da FCC, que cobra muito lei seca, e da CESPE, para ficar atento a pegadinhas, principalmente onde o avaliador escreve um trecho inteiro da lei certinho, mas muda uma palavra só, tornando a assertiva completamente errada.

Evite usar questões da FGV de português, pois a FGV tem umas abordagens bem específicas que só ela usa. Tanto a FCC quando a CESPE têm um nível de dificuldade mais elevado que a Consulplan, então estudando por questões dessas duas bancas você estará bem preparado para a sua prova.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Fechamento Dezembro

Patrimônio dezembro: R$35.022,95

Variação no mês: +1,48%*

Variação no ano: +21,35%*

Histórico: -7,22%*

Aporte no mês: R$1071,00

Renda passiva até dezembro: R$1500,71**

Renda passiva mensal média de R$125,00


*Nesses casos, não estou contando com a variação da poupança, apenas dos investimentos.


**Inclui a renda passiva acumulada da poupança no ano, coisa que eu não tinha feito até agora.


Update:

Adeus vida social, estou estudando da hora que acordo até umas 18:30/19:30, dependendo das matérias do dia.


Feliz 2017 a todos! Vamos sair da corrida dos ratos!

Eu adoro esse gráfico!


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Tributos: Conceito, Espécies, Características e Classificações

Boa tarde, pessoal.

Estou estudando direito tributário para concursos públicos. A matéria é chata, mas até que é interessante porque é um assunto que interessa a todos nós: dinheiro. Inclusive, é uma matéria que todo mundo deveria ter alguma noção, deveria ser ensinada no ensino médio ou em qualquer curso de nível superior, mas como tudo que é para aumentar de fato o nível de informação da população, você terá que correr atrás por conta própria.

Resolvi transcrever aqui um resumo de um capítulo que eu fiz dessa matéria. Espero que seja útil a alguém.

Meus comentários estão em vermelho.

***
CARACTERÍSTICAS

Tributo é um gênero do qual são espécies: impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais (5 no total).

O Art. 148 da CF dispõe que a "União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou a sua iminência" ou para o caso de "investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional".

O Imposto, nos termos do art. 16 do CTN, é "o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte".

Em outras palavras, os impostos são tributos cujo fato gerador está desvinculado de qualquer contraprestação específica por parte do governo ao contribuinte.

Não é a Constituição Federal que institui os impostos. Ela apenas prevê as hipóteses e atribui competência respectiva para a sua instituição e administração aos entes federados.

À União compete, ordinariamente, a criação de 7 impostos, incidentes sobre: importação e produtos estrangeiros (II), exportação (IE), renda e proventos de qualquer natureza (IR), produtos industrializados (IPI), operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a valores mobiliários (IOF), propreidade territorial rural (ITR), grandes fortunas, nos termos da lei complementar (até hoje não regulamentada, graças a deus) IGF.

Aos Estados e ao DF compete a criação de 3 impostos (CF art. 155) que incidem sobre: transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos -sim, se você quiser fazer uma doação tem que pagar imposto, genial, não? Vai, Brasil! - ITCMD; operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte estadual e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior (ICMS); propriedade de veículos automotores (IPVA).

Aos municípios, a competência de apenas 3 impostos: IPTU; transmissão 'inter vivos', a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição (ITBI); serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar (ISS).

Diferentemente dos impostos, as taxas são tributos vinculados a uma contraprestação estatal, ou seja, ao "exercício regular do poder de polícia", ou à prestação de "serviço público específico e divisível".

Apesar de vinculadas, o produto da arrecadação das taxas pode ser destinado para financiar qualquer despesa estatal. Ou seja, apesar de você pagar por um determinado serviço, o governo não precisa usar o dinheiro advindo do pagamento da taxa no mesmo serviço.

A única exceção fica por conta das "taxas judiciárias" (custas e emolumentos) que, segundo o artigo 98, p. 2 da CF, serão destinadas exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da justiça. -Oooooohhhhh, judiciário é sagrado no Brasil! 

Retomando o exemplo acima, são exemplos de taxas pelo exercício do poder de polícia, a taxa pela expedição de alvará de funcionamento, a taxa de inspeção sanitária. Serviço público específico e divisível é aquele em que é possível identificar com precisão o usuário, o contribuinte e mensurar a atividade, o serviço que lhe foi prestado pelo Estado.

Desta forma, os serviços de coleta, remoção e tratamento de lixo ou resíduos provenientes de imóveis são passíveis de serem taxados. Por outro lado, iluminação pública não pode ser remunerada perante taxa, justamente por ser impossível mensurar a quantidade de serviço prestado a cada contribuinte, usuário ou mesmo identificar todos estes. 

A contribuição de melhoria é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Assim como as taxas, a contribuição de melhoria é um tributo vinculado a uma contraprestação específica estatal, nessa caso, a realização de obras públicas. Na verdade, é a valorização do imóvel, decorrente das obras, o fato gerador da contribuição de melhoria. Em outras palavras, tendo obra pública e seu imóvel valorizado, você vai ter que pagar esse tributo, tendo dinheiro ou não, querendo vender o seu imóvel ou não, que beleza!

O STF entende não ser possível a cobrança de contribuição de melhoria em caso de simples serviços de manutenção e conservação, como recapeamento. Em caso de pavimentação originária, o primeiro asfalto, a cobrança é permitida.

Já o empréstimo compulsório destina-se ao atendimento de "despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência", ou para o "caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interessa nacional", conforme prevê o art. 148 da CF.

Vale ressaltar que, segundo o CTN, EC é temporário e restituível. Somente a União, mediante lei complementar, é quem detém a competência privativa para a instituição dos empréstimos compulsórios.

As Contribuições especiais previstas nos arts. 149 e 149-A da CF são tributos com destinação legal e específica, ou seja, o produto de sua arrecadação é vinculado a um fundo ou despesa específica. No entanto, o fato gerador não está vinculado a nenhuma contraprestação em favor do contribuinte.

As contribuições sociais são destinadas ao financiamento da Seguridade Social, ao financiamento da saúde, da Previdência social e da Assistência social. Também se enquadram nesse tributo:

  • CIDE - Contribuições interventivas (Ex: CIDE Royalties, CIDE-Combustíveis)
  • Contribuições sindicais
  • Contribuições destinadas a conselhos de fiscalização de classes profissionais (Ex: CREA, CRM)
O RGPS é financiado por contribuições sociais destinadas à seguridade social e previstas no art. 195 da CF. 





quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Estudando sem edital

Se você é uma das poucas pessoas além de mim que acompanham o meu blog (uaheuahuhe) já sabe que neste ano fui demitido, fui trabalhar de frila e estou estudando para concursos (aqui e aqui). Não atualizo o blog desde setembro, então vamos ver como se encontra a minha situação:

  • Concursos Públicos
Nunca fui o meu objetivo de vida ser funcionário público, mas depois depois de quase 7 anos de mercado de trabalho eu não tenho mais a menor paciência de fazer processos seletivos bestas (já fui até em entrevista que os fdp sequer tinham lido o meu CV) e nem acredito mais que um dia eu terei um ótimo salário na minha área.   

Dito isto, fiz alguns poucos concursos nos últimos meses. No entanto, desde que fui demitido, não fiz um concurso sequer. Eu sei que a situação das contas do governo ta difícil, mas sei também que os concursos não vão acabar e que essa é a hora de seguir estudando, pois tem um monte de gente desistindo de estudar ou mesmo sem dinheiro para fazer cursos e comprar livros, mas só ficar estudando, sem nem ter edital publicado, é chato demais.

Todos os dias eu entro no site da organizadora pra ver se liberaram o edital e nada dele sair. Tem dia que eu desanimo de ver as mesmas matérias sem ter certeza de que elas vão realmente cair na prova. Estou me baseando nas matérias do último concurso e também no que os professores ensinam no curso, mas mesmo assim bate um desânimo às vezes. Enfim, sigo estudando.

às vezes eu fico com essa cara estudando

  • Frilas e dinheiro
Se antes os frilas estavam indo de vento em popa, as previsões para o resto do ano são péssimas. Assim que acabar o segundo turno das eleições, acaba o meu último frila. Só não vou ficar sem nada porque ainda tenho alguns meses de auxílio-desemprego e também tenho uma espécie de frila fixo no exterior que eu recebo em dólar, mas não da nem R$800 por mês.

Do jeito que anda a economia, não sei o que vai ser de mim assim que acabar o meu auxílio. Torço para que as coisas melhorem. Meu irmão ta inventando de começar um pequeno negócio, já me ofereci pra trabalhar com ele, mas acho que ele vai acabar desistindo, ele ta botando muito empecilho pra começar.

Já cortei quase tudo que eu podia: sair final de semana, assinatura do kindle unlimited da esposa, livros todo mês pra ela também (apresentei o PLUS do Skoob e agora ela vive trocando livros, ainda bem), ar-condicionado só quando está muito quente e mesmo assim no mínimo possível e comer fora só em casos extremamente necessários. Também comecei a vender algumas coisas no Mercado Livre, todo mês vendo alguma coisa, mas é merreca.

Os únicos "luxos" que ainda não cortei são Netflix, TV por assinatura e alguns quadrinhos todo mês. To pensando em vender o meu carro também, o complicado é que moro em um lugar com transporte público péssimo, mas estou pensando na possibilidade.

Eu implorando aos céus pra aparecer algum frila pra segurar a onda enquanto não passo em um concurso

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Fechamento Junho/2016 e Atualização da Vida Pessoal

Depois de ser demitido em primeiro de abril (sim, não foi pegadinha), peguei todo o dinheiro da rescisão, FGTS, etc, guardei uma parte na poupança (apesar de que já tive que gastar uma grana pra pagar um curso que ainda nem começou) e investi no resto. No dia 4 de abril eu faria quatro anos de empresa. Mas tudo bem, já estava de saco cheio dos meus chefes e dos cornojobs.

Recebi tudo direitinho, foi relativamente fácil agendar a rescisão de contrato e a homologação. O que está realmente difícil é receber o seguro-desemprego. Já deve ter quase dois meses que eu tento diariamente e nunca liberam um dia no sistema.

De resto, sigo estudando para concursos. Comecei a estudar em dezembro de 2014, já vai mais de um ano e meio nessa luta e ainda acho que vai demorar. Fiz o concurso do Ministério Público do Rio de Janeiro, cargo de nível médio (Assistente Administrativo ou coisa que o valha) e foi um massacre.

Nunca fiz uma prova tão difícil na minha vida e olha que eu estava muito confiante. Fiz 46 de 70, fiquei lá pela posição 4 mil e tal. No último concursos, de 2011, para o mesmo cargo, chamaram mais de 700 pessoas.

Ah sim, quase esqueci: consegui alguns frilas e estou trabalhando de casa. Não quero mais saber de chefe no meu cangote, de trânsito, de hora extra. Agora trabalho de casa e faço meu horário.

Curiosidades:


  • Estou ganhando mais do que no meu último emprego
  • Um dos meus frilas era um ex-cliente da empresa onde eu trabalhava e que ficou sabendo que eu fiquei desempregado. Isso fez bem pra minha auto-estima, fui valorizado pelo meu trabalho (e, claro, é mais barato pagar diretamente a mim do que colocar um intermediário, no caso a empresa, no meio do caminho)

Minha vida mudou bastante e pra melhor. Mas de vez em quando bate uma neura com o futuro, mas acho que isso é normal. Fiquei bem mal depois de ser massacrado na prova do MP-RJ (mal mesmo, do tipo não querer levantar da cama e ficar olhando pro nada com uma sensação inacreditável de ser um bosta completo), deu vontade de desistir, mas já me recompus e to de volta aos estudos. Parei com as aulas particulares de matemática, mas vou voltar com elas.

O ruim é que estou muito sedentário, a única atividade física que estou fazendo é caminhar na praia quando o sol aparece e o frio da um tempo. Queria fazer uma atividade de mais impacto, mas não suporto mais musculação e nem natação, gostaria de algo mais divertido. Sugestões?

Sobre os investimentos, diminui minha exposição em ações e aumentei em Tesouro Direto e Fundos de Investimentos Imobiliários.




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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Trabalhar por amor ou por dinheiro?

Oi, pessoal da blogosfera de finanças (nunca sei como começar o texto)!

Nenhum de vocês sabe, mas eu trabalho na iniciativa privada e recebo, em média, R$2600 de salário líquido. Como eu não quero ficar recebendo esse salário ridículo o resto da vida e também quero sair dessa minha área de atuação, a qual eu já estou de saco cheio, penso em duas alternativas para o meu futuro, que são totalmente opostas. São elas:

1) O famoso lugar comum do concurso público

concurso público


Vi uma pesquisa que dizia que no Brasil, em média, um funcionário público ganha R$ 9919 de salário, enquanto na iniciativa privada fica em torno de R$ 2148. Mesmo se tratando de médias, da pra ver que a diferença e gritante. 

Então, pra que eu vou me matar de estudar pra me manter atualizado, ralar pra cacete pra TALVEZ conseguir uma promoção SABE LÁ DEUS QUANDO e SE OS MEUS CHEFES QUISEREM E/OU PUDEREM, se eu posso sentar o rabo na cadeira e estudar até passar e ganhar um salário muito maior que na iniciativa privada?

O maior problema, no meu caso, é que eu acredito que um estado menor seria muito melhor para o Brasil, ou seja, eu defendo a privatização de empresas públicas e o fim de agências inúteis como a Ancine. Seria contraditório (muito embora o meu foco sejam os concursos da área jurídica), mas eu acredito que posso viver com isso. Melhor do que viver dando murro em ponta de faca.

2) Empreender

empreendedorismo


Tenho alguns parentes que são empreendedores. Os dois estão "bem de grana". Um deles trabalha que nem um burro, de domingo a domingo, acordando de madrugada. Não tem férias e suas lojas já foram assaltadas várias vezes. Já até tentou voltar a ser funcionário, tamanho o desgaste. Hoje, ele desistiu dessa ideia, já vendeu uma das lojas e comprou outra loja em um ramo totalmente diferente, que vai exigir muito menos dele em termos de tempo e esforço, mas também vai render muito menos.

O outro também está muito bem de vida, sendo que mal tem o segundo grau completo. Mas já comprou dois apartamentos, carros e viajou para vários lugares do mundo. Tem pelo menos o domingo pra descansar e já tem a quem delegar o trabalho aos sábados.

Eu não uma mínima noção de empreendedorismo, mas não sei por onde começar. Já vi muitas vezes nesses sites que falam sobre empreendedorismo para você trabalhar com o que você ama. Bem, eu adoro música, séries, filmes e quadrinhos. 

Já tentei, por muitos anos, emplacar um blog sobre quadrinhos e cinema, não deu certo. E hoje o mercado já está saturado, ao meu ver. Loja de "nerdices" (games, quadrinhos, brinquedos) aos moldes das Comic Shops americanas foi uma coisa na qual eu pensei muito, mas o dólar alto dificulta esse modelo de negócios, fora a concorrência com bancas de jornal e lojas online (são dezenas!).

No ramo da música, eu pensei em estúdio. Mas um estúdio precisa de uma bela grana pra começar a investir e já existem muitos na minha cidade. O público consumidor desse serviço é disputado a tapa, por assim dizer.

Com tudo isso, fiquei pensando: é mesmo necessário empreender em algo que você gosta? 

Os meus parentes do exemplo nem de longe empreenderam em algo que eles gostam, simplesmente viram oportunidades, aproveitaram e deram certo.

3) E agora, José?

Enquanto não decido o que vou fazer da minha vida, sigo trabalhando, estudando para concursos e tentando visualizar alguma oportunidade de empreender. Mas vou dizer pra vocês, tem horas que enche o saco! E, o pior de tudo, ainda tenho que aturar gente defendendo o PT, isso que é de cair o cu da bunda!