segunda-feira, 27 de março de 2017

Os concursos públicos vão acabar com a PL da terceirização?

PL da terceirização e os concursos públicos
Muitos concurseiros acharam que era o fim do mundo a PL da terceirização

No último dia 22, foi aprovado na câmara dos deputados o projeto de lei 4302/1998 que tratava sobre a regulamentação do trabalho terceirizado. Não sei se por ignorância ou por mau-caratismo e politicagem, parecia o fim do mundo para quem deseja fazer concursos públicos. Tive que dar unfollow em vários grupos no Facebook sobre concursos porque viraram o caos. 

Variando entre o histerismo, o ódio e os raros sensatos, teve espaço até para a comédia involuntária. Vejam esse print.

Você viu a revolução passando pela rua? Nem eu.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa: os concursos públicos vão acabar por causa da PL da terceirização?

quarta-feira, 22 de março de 2017

A nova realidade dos Concursos Públicos no Brasil


Quem leu o meu último post percebeu que ando em uma bad vide foda. A última prova de concurso público para a qual me dediquei meses a fio, a do TRF Região 2 foi um fiasco. Nem tanto por conta dos meus estudos, porque fiz o máximo possível, mas por causa da organizadora, a CONSULPLAN. Nada mais, nada menos, do que 10 questões com erros ou fora do edital, sendo que o edital era gigantesco e a prova tinha apenas 40 questões.

Marreco Tropa de elite 2
Quando me perguntam como eu fui na prova do TRF 2
Bem, ainda ando bem zoado da cabeça, enfiado dentro de casa a semana inteira e sem ter um puto no bolso pra nada. Eu, no alto dos meus 30 anos, formado e quase pós-graduado (larguei a pós depois de ser reprovado na última disciplina) estou tendo que pedir dinheiro aos meus pais pra poder pagar as minhas contas. Fracasso e humilhação definem.

Mas como não tem jeito, tenho que continuar estudando para concursos públicos. Só de pensar em voltar ao mercado de trabalho para ganhar 2k e ter que fazer entrevista e ficar um tempão preso no trânsito, passo mal. O jeito é me adaptar à nova realidade dos concursos públicos, especialmente no Rio de Janeiro.

A nova realidade dos concursos públicos




Que o Brasil passa por uma crise econômica, ou melhor, por uma crise de corrupção e incompetência administrativa, todo mundo já está careca de saber (a menos que você seja petista/psolista/comunista e afins que acreditam que a crise é culpa da extrema-direita, da CIA, da Globo, do FMI, dos EUA e da PQP), mas como isso afeta os concursos públicos?

Primeiro surgiu a falácia de que os concursos públicos iam acabar. Quem consegue juntar com cré sabe que isso é mentira, pois enquanto houver administração direta vai haver concursos públicos, mesmo que todas as empresas públicas e sociedades de economia mista sejam privatizadas (Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobrás, Correios, Cedae, etc). O que pode ocorrer é a diminuição de vagas nesses órgãos, o que eu acredito até que seja salutar, pois já cansei de ler relatos de que uma pessoa que trabalhe direito no serviço público poderia fazer o serviço de três. Inclusive, já tive um amigo que levou uma chamada pois estava "trabalhando demais". Isso mesmo, meus amigos, "ta trabalhando muito, onde você pensa que está?".

Dito isto, os órgãos públicos do Brasil, especialmente do Rio de Janeiro, um dos estados mais quebrados financeiramente, estão cortando custos na hora de realizarem os seus concursos. Mas de que maneira, você me pergunta. Escolhendo bancas que prestam um serviço barato, como a própria Consulplan. São escolhidas através da modalidade pregão, que leva em conta apenas o preço do serviço e não a qualidade do mesmo. Aí já viu né, o barato sai caro, mas não para o Estado, mas para nós, concurseiros.

Como eu já relatei neste post, a Consulplan é uma banca que só tinha tradição de fazer concursos de prefeituras. As suas provas eram bem fáceis e com poucos candidatos. No entanto, pesquise sobre o atual concurso do TRF-2 e o concurso de TRE-MG 2015. Você verá vários relatos de concurseiros reclamando de falta de organização na hora da prova, despreparo dos fiscais, salas quentes sem ar-condicionado, nomes errados nas provas, questões com erro de digitação ou com conteúdo fora do edital, entre outros.

Além da Consulplan, acostume-se  com nomes como FUNECE, IBFC, QUADRIX, FUNCAB, FUMARC e AOCP (parece até o nome da empresa que criou o Robocop), entre outros pouco conhecidos. Existem grandes chances dessas bancas realizarem os concursos de órgãos visados, como os TRT's, TRE's, TRF's, TJ's e MPU, como já aconteceu nos exemplos citados do TRF 2 e TJ-MG.

O que eu faço para me preparar diante deste cenário?

Não há muitas opções. Eu vi um pessoal comentando que não faria mais concursos da Consulplan, tamanha a falta de respeito e incompetência desta banca. A opção é até atraente e eu cheguei a considerar fazer o mesmo. Mas pare e pense, você vai deixar de concorrer a uma vaga em um grande órgão público, como os Tribunais de Justiça, por exemplo, por causa da banca escolhida? Te garanto que um monte de gente vai tentar mesmo assim e, felizmente ou infelizmente, alguém vai ter que passar.

Ainda em relação a Consulplan, nem perca muito tempo fazendo exercícios dessa banca. Ela subiu muito o nível de dificuldade de suas provas a partir do TRF 2 e isso deve se repetir daqui para a frente, pelo menos quando ela realizar os certames de grandes órgãos. Estude por questões de bancas respeitadas, como a FCC, CESPE e FGV.

Já as outras bancas possuem um nível de dificuldade entre médio e avançado, variando conforme o cargo e o órgão em questão. Por exemplo, procure por questões de direito administrativo sobre a lei 8112/90 da banca FUNECE. Questões bem difíceis, não fica devendo em nada para a FCC, por exemplo. Ou seja, vale a pena resolver os exercícios dessas bancas para conhecer quais as matérias que eles mais cobram, se fazem pegadinhas, letra seca da lei, etc.

Resumindo



  • Não desista de fazer um concurso público porque a banca é ruim. Alguém vai ter que ser aprovado e por que não pode ser você?
  • Conheça a banca (com exceção da Consulplan), mas NUNCA deixe de estudar as questões de bancas tradicionais como FGV, FCC e CESPE;
  • Estude com o máximo de antecedência possível;
  • Tenha como objetivo de vida passar em um concurso público ou morrer tentando! Estamos no Brasil, não perca seu curto e precioso tempo de vida lutando contra o sistema, seja o sistema! Se não pode vencê-los, junte-se a eles.




quinta-feira, 9 de março de 2017

#HojeEuGostariaDe


Um post leve para relaxar depois da ressaca da prova desastrosa do TRF 2 feita pela banca Consulplan. Fala-se nos grupos de concursos públicos e nos cursos online em pedidos de anulação para 10 questões da prova (de um total de 40 + redação), sendo que a maioria dessas anulações foram por questões com matérias que estavam fora do edital.

O edital era gigante e um monte de coisa ficou de fora e a banca ainda tem a pachorra de colocar questões fora do edital... só de acessibilidade, que eram várias leis e decretos, não caiu NENHUMA questão e sustentabilidade apenas uma. Quem estudou o edital todo ou quase todo, como foi o meu caso, se ferrou. Ainda marquei questão errada na hora de passar as respostas pro caderno de respostas, marquei resposta certa na questão que era pra marcar a reposta errada... foi foda.

Mas não posso desistir porque não vejo nenhuma outra alternativa para mudar a minha vida financeira que não seja via concursos públicos. Já falei um pouco sobre a minha área de trabalho nesse post. Não me vejo empreendendo também.

Se for pra desistir de concursos, melhor me matar logo ou me sujeitar a viver ganhando 1800k pro resto da vida, ou melhor, até ninguém querer mais me dar emprego porque tem um monte de jovens mais bem preparados que eu aceitando ganhar muito menos (sim, hoje estou em uma vibe totalmente deprê).

Então, hoje vou aproveitar a hashtag #HojeEuGostariaDe que está bombando no Twitter para fazer um post besteirol e ver se arejo um pouco a cabeça.

hoje


#HojeEuGostariaDe